Pedaços das nossas vidas por ai. Cabendo nos espaços que agora já escapam de nossas mãos. Gestos que fogem de nosso controle, e nos colocam distantes, em caminhos que se perdem mesmo quando pretendemos a mesma direção!
Respostas que surgem meio a vastidão do poder de imaginar que motivos há para tanto “se perder”.
Um tempo perdido, uma trajetória esquecida. Linhas traçadas e interrompidas, como tudo que a vida nos pôe e tira das mãos. Ou será que permitimos que ela o faça?!
Aquele desejo de tornar palpável o que o universo decretou ser abstrato demais para nós mortais; que pensamos demais, vendo tudo passar da janela de onde aguardamos apáticos, e de onde não saímos, trabalhando o cultivo de nosso egoísmo e covardia.
Quem passa lá fora tem por nome ‘coragem’, e está longe de caber na pequenez do nosso mundinho miúdo, vazio e escuro, da cor sem luz. Aquela mesma que em ausência mata os seres que dela necessitam pra viver.
“Querer é poder” está longe de ser lema viável para nossas mentes mesquinhas e fracas.
Pensar em fazer a mudança que exigimos do mundo em nós é a primeira das hipocrisias na lista das várias que cabem em nosso caderninho de curtas linhas!
Antes de praticar o que tento ‘questionar’ com essas poucas palavras, eu aponto pra mim que também me sinto inclusa nesse ‘nós’.
O título desse texto interroga o que só palavras-chave, marcadores e notas de rodapé saberiam responder! ;)
Sejamos!