Faça-me rir sem antes precisar me fazer chorar.
Era tudo que eu queria, acredito que não somente eu, todos nós. Que fosse possível passar horas na companhia de algo que só transbordasse sensações boas, felizes.
É engano, puro e todo ele. Não somos capazes, somos pouco pra isso. Nem sequer trabalhamos essa necessidade. A de fazer o outro feliz, sem erro, sem dano.
Penso mais no próximo do que em mim por desejar que o outro seja igual. Ilusão, somos diferentes e, portanto, não contemplaremos desejos alheios.
Tudo quanto possa parecer explicável não é. Engana também, esconde, angustia. Faz da busca um caminho labiríntico onde não se encontra nada e, quando se pensa ter chegado ao fim, não é. É o começo, não sei se da dor ou do sublime alívio da alegria. Por que é tudo movido por altos e baixos incontroláveis, irremediáveis.
Sofrer é um vício. Sim eu acredito nisso plenamente. Vício não é tudo quanto podemos escolher entrar, ele se apresenta e você abre os braços e ‘se joga’. Tenta sair mas não consegue. Passa dias sem ele, e ai tem a recaída. Quem controla? Não eu!
A eterna busca pelo equilíbrio é tão cansativa quanto se iludir com a perfeição. Alias, os dois estão ligados, o equilíbrio e a perfeição andam de mãos dadas para que ninguém os alcance. Patifes! Tantos miseráveis seres esperando por tais objetivos inalcançáveis, impalpáveis. Também no sentido abstrato da palavra! Acreditamos no que se faz sentir no seu aspecto material, sem a graça do subjetivo e sensorial. Somos definitivamente concretos. Será por conta disso que não os alcançamos?
Vai saber.
Cansei, desisti? Ainda não. Estou tentando sair de algo que não está me fazendo bem. Apesar de me levar, por vezes, a alugares bonitos, onde eu só poderia chegar ao encontro do que me move, o amor.
Amor por tudo que possa despertar pulos de alegria e ao mesmo tempo arrancar-me dela e me enterrar no desejo da solidão. Onde eu busco o melhor de mim pra subir um degrau.
Mas a escada está longa, tão íngreme e cansativa, dolorosa. E por horas a dor me faz bem, mas não quero, não posso. Vou seguir.
Como dizem os modernos, amor é brega, e por isso eles não amam e são felizes, equilibrados e não sofrem. Fracos; só os fracos amam. Então tá, a modernidade agora me escapa.
Doce ilusão.
Eu gosto do que é bom..qdo faz meu coração bater mais forte, e sinto sensações boas.
ResponderExcluirTo adorando seus textos.
Parabens!
olha pra thatium se aproximando de aberturas e rupturas!!! bem-vinda ao mundo dos melancólicos hehehe
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