segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tirando a poeira!

Quanto tempo faz que não apareço por aqui mesmo?

Muito, muito tempo. Parando pra avaliar o que me fez parar com as postagens, alem do fato da vida ter pesado e o dia já não possuir mais 24hrs, a gente só expressa quando sente. E na verdade eu precisava me localizar sobre tudo e entender o que estava sentindo, acredito que me preparando para o que viria; para o que chegou!

Escrevi em um certo texto a seguinte frase, num momento de buscas:
"A gente poderia parir a própria dor, e arrancar do peito certos desacertos."

É claro que eu expressei o que realmente estava sentindo, mas nunca imaginei que hoje, depois de tanto tempo tendo postado, ela faria tanto sentido.
Vejo que, apesar de odiarmos os clichês da vida, ela gira em torno deles. É o caso de falar sobre as soluções que só o tempo encaminha.

Hoje, parando pra pensar o quanto tudo voltou pro seu lugar, vejo uma pertinência quase absurda no que escrevi há alguns meses trás.
Há um novo caminho, uma nova trajetória sendo traçada. Longe de mim me esquivar de qualquer possibilidade, tanto de sofrer quanto de ser feliz, mas hoje eu posso dizer que de certa forma pari a dor, e arranquei do peito os tais desacertos.

Não garantindo que voltarei ativamente a ser uma blogueira, mas o texto de retorno é um sinal de vitalidade, e de energias recarregadas. E mais, de que aqui ainda há muita vida!! ;)

Pela volta dos que não foram...

A música que tá me definindo:

[Vinheta de Alegria]

“Onde a tristeza levanta, eu espanto.
E o pó vai sem dó.
E insisto na beleza do que já é.
E a cabeça não vê, mas o coração sente!”

http://www.youtube.com/watch?v=NUvPltSxuxc&ob=av2e

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Existir não basta, por hoje!

Tem aqueles dias em que você escolhe tirar pra você, e constrói toda uma cena a fim de parecer feliz dentro da própria solidão. Clássicos 'blablablas' que decidimos declarar junto aos amigos, aos colegas; pra parecer bem, 'cuidando de si'. Na verdade acho que sou um pouco assim, me sinto bem sozinha, curto cinema, música e boteco with myself. Como bem 'determina' meu signo, sou do mundo! Das aventuras, dos casinhos, de muitos colegas e de poucos amigos! Mas como existe um pouco de mentira em tudo que lemos e dizemos, eis aí também uma delas. Sou do ar, mas absurdamente amarrada às tradições do que supostamente rege relações pessoais. Carinho, cuidado, colo, amor e sua variantes me atraem o suficiente pra me deparar num dia como esse de hoje; em que eu tive a sensação de invisibilidade mesmo estando no meio de uma multidão de pessoas cheias de suas preocupações, correndo contra o tempo ou sei mais lá o que. O mais engraçado é que não notamos a presença do outro nem mesmo quando esbarramos e sentimos que um corpo tocou o seu. Nada muda, olhares se ignoram e seguem seus caminhos.
A solidão, ao contrário do que já ouvi muita gente afirmar por aí, não me assusta. O que me assusta na verdade é sua permanência; sua incansável insistência. É essa sensação de inutilidade avassaladora, que deixa o peito do mesmo tamanho em que se transformou sua importância sobre o mundo e as pessoas. Ou seja: ínfima! Aparentemente!
Até chegar ao seu encontro um desses seres que rondam sua vida, e que te olha nos olhos desfazendo todo esse sentimento de inexistência. Ok, é bacana, mas passa!
É tanta falta que a gente sente. Falta de um grande amor, falta de um grande amigo, daquele momento em que não se faz nada a não ser trocar olhares de desejo e carinho, daquela boa música, da boa conversa...falta de beijo, falta de sexo. Tudo isso quando em nosso poder é meramente descartado, esquecido, pouco valorizado. Mas tudo tem um motivo, isso acontece pra que alimentemos esse ciclo de completude e faltas que cabe a nós, meros mortais fadados a tristeza e solidão. Será?
Se bem que, nesse exato momento se eu tivesse a possibilidades de escolha sobre com quem estar a ler ou a ver bobagem na tv, não haveria sequer mais de duas escolhas. Muito embora eu seja péssima em calculo, aos meu ver dessa subtração entende-se que de duas possibilidades tira-se, no meu caso, a primeira que é sempre a inviável e, restando o que sempre resta; estar só e ser feliz, ou tentar, mastigando as dores e as delícias de o ser.
O que estou querendo dizer, na verdade, é que hoje é o típico dia em que existir não basta!

segunda-feira, 14 de março de 2011

A lá melodia de 'Reis'!

Essa energia que agrega uma legião de seres,
que mesmo a contragosto dos seu quereres,
se embebeda em sua companhia.
A ela que é amante da arte,
e tem a poesia como elemento da alma.
Que brinda ainda que com doses agridoce,
os mistérios e as cores de viver.
Uma força que as vezes seca,
mas tem como fonte a vontade segura
que alimenta um lindo e doce caminhar.
Uma melancolia típica de artista,
que conhece os dissabores e a plenitude
de ser grande e de também ser pequeno.
Ela que tem a bravura de 'reis',
e sabe como ninguém conjugar a vida.
Ela que carrega no dom,
a melodia que compõe o amor!

terça-feira, 1 de março de 2011

A dois!

Em horas de prazer infindo,
quando nos permitimos por instinto,
a versos simples de vidas conjugadas.
Instantes que se eternizam pelo toque de mãos,
que pulsam quando se enfrentam,
mas caminham na mesma direção.
Desfilam por conhecidas curvas,
da leveza desnuda de uma pele macia.
Bailando no ritmo da melhor melodia,
compondo dueto em segredo.
Dos poros que transbordam suor,
e eternizam o enlace de corpos que se desejam.
Faz-se da vida em um instante apenas,
quando se pode abraçar enfim,
o tudo e o nada.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

E o que a vida quer da gente?

Pedaços das nossas vidas por ai. Cabendo nos espaços que agora já escapam de nossas mãos. Gestos que fogem de nosso controle, e nos colocam distantes, em caminhos que se perdem mesmo quando pretendemos a mesma direção!
Respostas que surgem meio a vastidão do poder de imaginar que motivos há para tanto “se perder”.
Um tempo perdido, uma trajetória esquecida. Linhas traçadas e interrompidas, como tudo que a vida nos pôe e tira das mãos. Ou será que permitimos que ela o faça?!
Aquele desejo de tornar palpável o que o universo decretou ser abstrato demais para nós mortais; que pensamos demais, vendo tudo passar da janela de onde aguardamos apáticos, e de onde não saímos, trabalhando o cultivo de nosso egoísmo e covardia.
Quem passa lá fora tem por nome ‘coragem’, e está longe de caber na pequenez do nosso mundinho miúdo, vazio e escuro, da cor sem luz. Aquela mesma que em ausência mata os seres que dela necessitam pra viver.
“Querer é poder” está longe de ser lema viável para nossas mentes mesquinhas e fracas.
Pensar em fazer a mudança que exigimos do mundo em nós é a primeira das hipocrisias na lista das várias que cabem em nosso caderninho de curtas linhas!
Antes de praticar o que tento ‘questionar’ com essas poucas palavras, eu aponto pra mim que também me sinto inclusa nesse ‘nós’.
O título desse texto interroga o que só palavras-chave, marcadores e notas de rodapé saberiam responder! ;)
Sejamos!