Investir em mudanças para agradar quem te acompanha pode ser um comportamento admirável quando não é infeliz o resultado. Acredito que minha vida deu um salto significativo com as transformações que sofri por conseqüência do meu próprio empenho. Mas agora, nesse momento, quando me deparo com situações repetidas e não felizes chego ao questionamento de sempre, vale a pena mudar para construir um futuro, mesmo sabendo que o futuro é inconstante e traiçoeiro? Já sei como é isso, e continuo dizendo sim!!
Fui pega por uma novidade essa última semana que me fez refletir sobre mim mesma. Interroguei-me até o que restava dos meus pensamentos sobre a minha entrega em um determinado aspecto de minha vida. Cheguei a conclusão de que continuo sem saber de nada sobre como um ser humano deve se comportar diante das mudanças. O mais aconselhável é encará-las, embora sofrendo, temendo, seguir é a melhor opção.
E aí vem o velho dilema sobre felicidade. Eu sou ou estou feliz? Reflito novamente sobre os poemas dele, que está sempre completando meus momentos com versos magníficos, Vinicius de Moraes. E reproduzo-o a fim de extrair de suas palavras a explicação para as inconstâncias da vida: "A felicidade é como gota de orvalho uma pétala de flor. Brilha tranqüila, depois de leve oscila, e cai como uma lágrima de amor."
Eu sou assim, me entrego por completo sem medo de me arrepender, mas por duas ou sei lá quantas vezes me arrependi dessa entrega total, desenfreada, sem limites, sem pudor, por horas sem dor. Fui sempre em busca do melhor para doar ao que me fazia feliz no momento. Daí me dizem que fica pedante tanta entrega, cobrança, limites. Ponto final. Parto de onde comecei, na velha solidão do não ser mais como antes, ou ter com limites amigáveis. Sendo assim, querer ou não querer? Vai saber!
É uma situação cruel e por que não dizer desleal viver sempre escolhendo me jogar sem saber se é abismo. Digamos que eu esteja odiando a gravidade por ela não me permitir voar. Agora eu digo que valeu a pena mesmo que não tenha dado certo? Que foi válido até onde durou? Talvez sim! Triste? Não, não. Talvez a decepção seja a palavra certa. Com absolutamente ninguém, apenas comigo mesma!
Sem mais chorumelas, vamos beber por que investir no amor é inútil!(=p)Deixa pra lá, quem não já sofreu por uma demasiada troca desvantajosa de amores bem guardados? Ou quem nunca desejou pular da janela e não dar de cara com o chão? Desejo medíocre, eu sei!
Sigamos....
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ResponderExcluirE quem sabe como será o amanhã? Seja você e viva!
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