Tenho apenas a certeza de que viver é sempre a melhor opção.
Renovar-se das quedas e reaprender a sonhar. E eu estou me guiando pela música de Guilherme Arantes, sim. Como ele mesmo escreveu: ‘a arte de sorrir, cada vez que o mundo diz não’, é sempre o melhor remédio.
Eu sou tão inconstante, alias, me tornei. Horas estou completamente desencantada sobre good news, e em outros momentos estou assim, como hoje, feliz, esperançosa. Não que os problemas tenham diminuído ou acabado, até porque eles não somem, as vezes se multiplicam e outras poucas vezes diminuem, desaparecer; nunca. A verdade é que eu me permito estar assim para que as coisas não tomem rumos tenebrosos. Tentando sentir novas emoções e começando a brincar realmente de viver. Tendo a consciência de que ninguém é o centro do universo, com o objetivo de tornar maior o prazer.
Sonhar, imaginar, tentar...são os verbos que melhor simbolizam as possibilidades. Esforçar-se para sentir a vida, abrindo os braços para as novidades, ou cria-las simplesmente pelo fato de mudar. Mudança é a palavra. Tirar a vida de um ciclo vicioso, onde se sai e volta sempre pela mesma ruela. Seguir, fluir, cair, se jogar!
Semana passada eu estava numa fossa daquelas mais ‘deliciosas’ e possíveis à existência humana em termos de ‘derrota emocional’. Segui rumo à praia, sentei apreciando os transeuntes que, diferentes de mim, prezam pela saúde e corriam ao redor dos lagos da linda Orla de Atalaia. Ali, vendo pessoas diferentes e imaginando o que cada uma pensava enquanto circulava aquele lago, saquei que a minha dor poderia ser tanto maior quanto menor do que a de qualquer um, mas mesmo assim eles estavam ali, contemplando o mar, a brisa. Exteriorizando no suor preocupações e sofrimentos, quando não, até alegrias. Não senti inveja, afinal de contas eu também estava lá, mas me senti revigorada; reanimada seria a palavra. Na verdade, não se mede dor, cada ser acolhe-as da maneira que lhes cabe, isso é fato.
O mar tem para mim um significado especial, me completa, me tranqüiliza. Mas o melhor de tudo é que também ele me centraliza sobre as possibilidades da vida. Orienta sobre a imensidão de coisas possíveis ao acaso e ao propício. É o porto seguro das minhas sensações. E agora parafraseando Sophia Andresen: "Mar, metade de minha alma é feita de maresia."
Mas voltando ao foco, e retornando também a Guilherme Arantes, que nos presenteou com a música ‘Brincar de viver’, e que serve pelo menos para mim, como fonte de forças quando eu escuto o trecho: “a história não tem fim, continua sempre que você responde sim, à sua imaginação.” Aqui é quando eu me perco na delícia de poder sentir a música; de poder ouvir nela uma passagem de minha própria vida, ou ouvi-la como um incentivo para mudar os dias não tão bons. Quando não, ser surpreendida com a melodia que embala meus dias felizes. É, sem dúvida, a minha melhor companheira. Vastidão de palavras e melodias variadas que concretizam momentos.
Sem mais delongas, a ordem agora é brincar de viver e reaprender a sonhar.
Fiquei muito feliz em ler essa postagem viu! Sabia que essa sua coragem e vontade de viver que tomo como exemplo ia prevalecer! É isso aê...força. Feliz :) Bjs
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