quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Auto-controle! Você tem?

Pensei em escrever hoje algo sobre auto-controle ou a falta dele, e eis que me pego lendo uma Coluna na Revista Época sobre o respeito ao próximo em um ambiente que já fora reduto de pessoas civilizadas que freqüentavam afim de assistir ao filme; o cinema.

A colunista Eliane Brum escreveu sobre sua desistência por freqüentar o cinema, apesar dele ter sido sempre um lugar que lhe proporcionava prazer. A falta de respeito das pessoas que ali se encontram ou a liberdade oferecida por certos pais a adolescentes mal educados fez com que ela, a exemplo de tantas outras pessoas, deixasse de freqüentar o lugar e [quase] perdesse o limite sobre aquilo que julgamos ser o nosso auto-controle. Extrapolar no momento em que se espera o mínimo de respeito possível ao próximo é deveras aceitável.

A partir dessa situação eu reflito a cerca de várias outras vividas por mim e por qualquer outra pessoa civilizada da face da Terra e uma delas, inclusive, já fora relatada por mim em outro post. O fato é que tanto a colunista aí quanto eu nos parecemos enquanto seres de paz e que só perdem o controle com alto nível de irritabilidade e, no meu caso, com doses a mais de álcool no sangue.

A verdade é que muitas coisinhas me irritam de forma irrelevante, mas o acumulo delas é que faz a diferença. Ok, não sou um exemplo de ser-humano a se seguir, mas fujo da modéstia no que se refere a valorização e o respeito ao próximo e, sobretudo, prezo infinitamente pela educação. Por mais que vez ou outra eu fuja à regra e seja um tantinho ignorante.

Em primeiro lugar, conhecer uma pessoa garante a você um grau de intimidade que, pelo menos a meu ver, possibilita o entendimento a respeito dos limites e liberdades doados pelo próximo. Dessa forma, independente de sermos amigos de anos ou o outro ser apenas um transeunte com quem você por ventura esbarra, as limitações devem ser respeitadas acima de qualquer intimidade ou a falta dela.

A falta de limite de certas pessoas já me tirou do sério, mas eu admito que tenho trabalhado muito bem essa questão de entender o outro como alguém que talvez não tenha a mesma consciência que eu e, por isso, esteja invadindo a linha do “até aqui chega”. Na mesma proporção não entendo o porquê de você possuir uma bolsa vazia na mão, resolver chupar uma tangerina dentro do ônibus e mesmo podendo jogar as cascas na bolsa pra depois coloca-la em um local propício, faz isso arremessando o lixo pela janela do veículo, acumulando a sujeira toda em um dos lugares ‘menos freqüentados’ de Aracaju às 18 h; o Terminal DIA.

Fora os problemas ambientais que esse ato trará, sendo eles mínimos ou máximos, existe a minha imaginação ao ver a cena e refleti-la confabulando a respeito de como seria o quarto ou a casa do indivíduo.....huuummm...Whatever, tkanks God for my education.

Igualmente também não entendo porque em um lugar superlotado você precisa atrapalhar a passagem fazendo uma ‘linha humana’ fechando o corredor de uma didática, desfilando e conversando sobre a próxima cor que vai colocar no cabelo ou até quem vai ser eleito o garoto mais bonito da sala. Fora os motoqueiros que ocupam o lugar dos pedestres e ainda os insultam por estarem no espaço que, na mente deles, os possui.

Mas se eu fosse decorrer aqui sobre tooodas as coisinhas irritantes do dia-a-dia seria necessário escrever um guia de como se comportar, seja ecologicamente, eticamente, ou amigavelmente falando. E longe de ser hipócrita, esse guia serviria pra mim também, fica a declaração!

O meu entendimento sobre o que seria respeitar o limite de qualquer pessoa apóia-se na teoria de que, em primeiro lugar, eu não farei com os outros o que sei que não gostaria que fizessem comigo; segundo, embora seja completamente normal desrespeitar alguma regra, sigamos tentando ser éticos e educados, e em terceiro, conhecer o próximo já é o passo para que eu saiba até onde [se] devo ou não ir.

Entender a necessidade de chamar atenção colocando o outro em uma situação desagradável, fazendo comentários mais desagradáveis ainda é moleza, visto a barra que é encontrar a pessoa com quem você passou seus intensos últimos meses com um outro 'par'. Nesse caso eu entenderia completamente a falta de auto-controle de qualquer que fosse o ser-humano. Mentiiiiira, viu.
Infelizmente minha personalidade, os astros ou o meu dia de nascimento, ou seja lá quem for o responsável pela manutenção desse ‘equilíbrio’ me impede completamente de esmurrar quem desafia minha paciência e cruza[interfere-interrompe]o meu caminho. E as várias situações vividas por mim ultimamente comprovam fatidicamente essa afirmação! É isso, eu tenho auto-controle, sorry!

Meus amigos (alguns) são conscientes de que eu só perco o limite financeiro e na última alternativa o emocional. Muito embora eu ultimamente tenha me perdido no emocional, e resistido muito mais nos outros.

Então pessoal, vamos lá nessa campanha rumo ao convívio mais 'disciplinar' e respeitável? Tenhamos limites e respeitemos o do outro pra não ser preciso avaliar o auto-controle, ou até passar a conhece-lo somente depois de já tê-lo perdido! Que dirá chegar ao ponto de agradecer por isso!

Como diz o Lenine:

[...]enquanto todo mundo espera a cura do mal,
e a loucura finge que isso tudo é normal,
eu finjo ter paciência[...]

Cultivando descontroladamente a paciência! ;)

Paz e amor na terra do terror.

=p


=*

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A minha confusão do dia-a-dia!

Passo a viver dilemas e angustias antigas(ou nem tanto) e mal vindas.

Quem pode entender o que pretende o amor, a paixão? Que ser - humano já descobriu a fórmula mais fácil de seguir com o pé no chão, firme, ao fim de um relacionamento?

Andei lendo sobre a necessidade do conflito com o outro após o término de uma relação, explicando-se como um estímulo que parte devido à nosso desejo de se mostrar superior ao outro, de se sair melhor. As ofensas ditas nos momentos últimos são sempre desagradáveis de se ouvir e, com certeza, também não agrada a quem diz.

O fato é que me atenho agora a uma nova situação que me prende mais à mágoa do que à sensação de perda. A perda pode ser aceitável com o tempo, com a maturidade, com o esforço para entender a inevitabilidade do ‘desapego’. Mas a mágoa passa a ser o contraponto entre o que era belo entre dois e a decepção por conta das novas atitudes do outro.

Entender o ser – humano passou a ser o motivo de grandes textos, análises, conversas sobre a dor, sobre o sofrimento que outrora é causado por uma ‘quebra’ em qualquer que seja o tipo de relação: amizade, namoro, casamento, noivado. Enfim, o dilema é aceitar o término, o ponto final, e seguir feliz como se nada tivesse acontecido, ou superando da melhor forma. No caso específico de namoro, existe um ponto deveras complicado, que passa a ser, em certos casos, a existência de um terceiro elemento que já anda rondando um terreno que já fora ‘seu’.

Pior ainda é quando você, que agora passa a ser amiga (se é que isso existe), é colocada em segundo plano e ver o terceiro elemento invadindo completamente a área, embora ele já tenha retomado seu próprio relacionamento. Mas esse tal elemento entrou apenas para ser amigo, depois de já ter subido um degrau e voltado ao posto mais simples da cadeia, e muito embora tenha retomado seu próprio relacionamento, não consegue se distanciar de quem você ama, ou amava? Não, não, para mim, amor não tem fim! E isso é assunto para um outro post.

De qualquer forma, várias coisinhas desagradáveis acabaram me deixando extremamente ressentida, desenganada, sei lá. O fato é que não há mais confiança, não há mais um forte sentimento, talvez não haja mais valor em tudo que foi vivido. Houve uma desmistificação de um amor que sinceramente ainda existe, por que como disse antes, amor pra mim é eterno, pra sempre. Desmistificação por tudo ter sido intenso, verdadeiro, sublime, pra ser mais verdadeira; e, de repente, não é que ele tenha deixado de ter valor, só começou a ser questionado e posto no lugarzinho dos amores bem guardados. Deixado um pouco de escanteio para ser [re]avaliado, com o objetivo de que se torne pleno, eterno, ou não!

Com isso descarto a idéia de que ele não poderá reacender? Não! O fato de ainda ser forte assegura essa possibilidade, mas essa avaliação é justamente pra entender como ele poderá ressurgir e, alias, se poderá [deverá] faze-lo.

Não tenho a intenção com esse texto de espantar os monstros que tem me rondado, só queria escrever, dizer, sei lá...Questionar-me a cerca do que vai mover minha vida a partir de agora, de onde vou tirar forças pra seguir sendo madura, firme. Respeitando as evidências da vida. E é isso! Como disse um amigo: 'localizo-me na rua da amargura no cruzamento com a Avenida da solidão..', e....


FIM.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ilegal, Imoral ou engorda!

Não é que me lembrei agora de um momento deveras ‘interessante’?

As pessoas dizem que algumas doses de álcool me deixa um tanto quanto ignorante, como se eu normalmente já não fosse um pouquinho. E aí relendo o post do São Pedro em Capela eu me lembrei de uma cena deveras engraçada, isso por que realmente não tenho juízo.
Só ressaltando- e no final de tudo vocês vão ver que é verdade- eu sou calma, só não gosto de injustiça. Mas admitindo...quando bebo fico realmente sem paciência pra muita coisa.....go on...

Estava eu na fila do banheiro químico de uma festa quando vejo surgir uma briga entre as garotas presentes. Passo a me comportar então como uma boa apaziguadora que sou, e invento de tentar aliviar os áres. Eis que no meio da confusão um rapaz, para o qual a melhor definição seria PALHAÇO, inventa de pegar o bendito celular pra gravar as meninas e, sendo assim, a mim também.

Prestou?? Não, não, realmente não prestou. Tudo bem, ali é um lugar público, pode existir esse tipo de coisa a qualquer momento, maaaaaaaaas, a minha pessoa não admite ser fotografada, e muito menos filmada por qualquer que seja o indivíduo desconhecido, ainda mais naquelas circunstâncias. E mais ainda, por um palhaço que tinha realmente más intenções, interprete-se a cara de psicopata que ele fazia no momento.

Eu, como boa cidadã civilizada, peço ao rapaz que, por favor, não continue a tirar fotos ou filmar, mas ele insiste. É, a coisa piorou. Todo o meu espírito guerreiro indígena ressurgiu naquele momento e fez de mim um ser extremamente ignorante, definindo o rapaz de qualquer palavra que surgisse em minha mente. A confusão então se instaurou agora com a pessoinha aqui, e toooooodos os meus amigos vieram me segurar por que eu parecia querer partir 'pra cima' do rapaz. Ora, ora, eu? Claro que eu não faria isso, ainda tenho um pouco de sobriedade nessa vida.
Parto agora para algo mais civilizado ainda e procuro um dos policiais presentes na festa deixando-o a par do ocorrido, e o que o queridinho me diz??? “Procure o dono do estabelecimento e relate o fato a ele.”

Ok, segundo passo: ‘fulaninho de tal, este rapaz descarado ê fdp estava filmando e tirando fotos minhas no seu estabelecimento, o que você realmente pode fazer a respeito?’

“Senhora, procure seus direitos com a justiça.” Oi?????????????

Sinceramente eu não esperava que ele fosse prender o cara e manda-lo pro quinto dos infernos, até por que é muito para uma festa pública. Mas aí se minha foto aparece na internet, ou em qualquer outro lugar, como o carinha bem quisesse, o que eu faria com o outro infiteto dono do bar? Nada, não é? Até eu conseguir provar que o palhaço que tirou minha foto estava em determinado local, em certa data, e usou-a sem autorização eu já teria morrido deixando o problema para os meus netos, e eles da mesma forma para os seus!

Não sei quem pensa diferente, mas se sou eu que me encontro enquanto dona de um estabelecimento e tenho conhecimento sobre o ocorrido, procuro uma forma de pedir ao palhaçinho que move it away, no mínimo.
Sei que não agradaria muito as revistas pornôs, mas estou no meu direito, obrigada! ;)

Tudo bem sociedade, cuidado com fotos tiradas por pessoas desconhecidas, elas podem ser usadas para fins não lucrativos(=p). Mas se isso acontecer, releve, deixe pra lá, não há nada a se fazer. Tem gente que pode copia-las em seu orkut mesmo.

Ai, que dó, Brasil!

Será que devemos nos conformar com tudo que é 'ilegal, imoral ou engorda'?! Vai saber...

*Salve, salve o homem que de tanto comemorar os 50 anos de carreira, ela já deva ter passado dos 100. Que é a quem pertence o trecho e tema da música usada acima, juntamente com Erasminho Carlos. Robertão, sucesso!!

rs

=*

A volta dos que realmente não foram!

Então, pra continuar aquela outra historinha do 'F' e o 'V', eu vou ter que citar João Bosco, eu tenho que fazer isso. Por que o amor é bem definido por ele, muito bem por muitos outros também, mas...eu tenho que escolher um e repetir minha diva vai fazer com que esse blog fique ainda mais chato. Pois bem...

Não é que de tanto o 'V' insistir, rever, reavaliar, investir no romantismo, 'F' resolveu se render ao inevitável? Não que o 'V' seja tão egocêntrico assim, mas é que quando existe amor as coisas ficam realmente mais complicadas. E nessa historinha existe, e muito. Parece que 'F' não tinha realmente ido de verdade, né?

Dai, 'Fzinho' resolveu cair nos braços de 'V' e tentar mais uma vez, o que fez com que 'V' ficasse feliz da vida e sorrisse novamente.

Sendo assim, parafraseando João Bosco: "a questão é querer, desejar, decidir.....quem pode querer ser feliz, se não for por amo?"

aaaaai, adoooro!

=*

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Historinha pra 'boi' ter insônia!


Era uma vez um 'F' que se apaixonou por um 'V', os dois emplacaram um relacionamento de dois anos, muita entrega, confusão, amor e intensidade; com idas e vindas que desgastaram o relacionamento quase que por completo. E ai definitivamente o término, e 'F' após passar por miseráveis dias resolve pensar a vida de uma forma diferente, e “cai na gandaia”. Eis que 'F' re-conhece uma outra pessoa e começa a desenrolar uma paquera, e ai o que acontece? 'V' fica puta da vida com a sensação de perda e resolve lutar pelo que quer. O que 'V' deseja? O 'F', ora!

Até agora 'V' só conseguiu acertar uma conversa entre os dois e espera desesperadamente por uma volta.

Ó vida cruel e traiçoeira, não?!

Conselho do post: não fique tão seguro quanto a sua sensação de que o relacionamento não dá mais certo, realmente! Ou até que imaginar ver seu ‘F’ em outra não vá te causar tanto estrago, porque causa, ô se causa!!!!

Fica a diquinha! ;)

domingo, 5 de julho de 2009

A festa do 'Mal-stro' em Capela-Se


Essa historinha que vou contar agora não está sendo criada para divertir pessoas, ela realmente aconteceu com a pessoa que vos escreve.

É sábado de São Pedro e eu acabo de receber a ligação de minha madrinha que há tempos não aparece. A ligação era pra me fazer um convite pra ir passar o São Pedro na casa dela em Capela-Se, onde tudo acontece nessa night. Ok, eu fiquei deveras feliz pois como já tinha dito ela reapareceu em minha vida me trazendo uma proposta até então interessante. Como a minha intenção tivera sido essa quando comentei com outra tia que estava com vontade de ir a Capela na festa do santo casamenteiro, e esse comentário vazou até o ouvido de minha querida dinda, eu fui, e levei de quebra uma amiga que me acompanha em everything nessa vida.

Pois bem, trabalhei o sábado inteiro pra pegar uma topic o mais cedo possível e seguir em direção a terra prometida, creia! Quando estamos entrando no tal carro que nos levaria temos o nosso primeiro sinal de que aquela viagem sairia caro. O motorista informa que a passagem para a santa terra seria R$10, 00, e que nenhuma outra topic sairia por um valor mais em conta.

Eu pagaria esse valor linda se não ficasse sabendo que antes das festas uma passagem pra lá era R$7,00, vida que segue, man!

Eu dormi o caminho inteiro e acordei exatamente na hora em que chagamos na cidade. Eu e minha amiga felizes e eufóricas com tantas pessoas nas ruas e tal e coisa...Na primeira esquina que a gente para pra ligar pros nossos entes queridos, o que acontece? Um 'miserave' dispara o bacamarte(uma arma tradição de Capela que é disparada de 3 em 3 segundos em qualquer ponto do local), e me coloca em choque por mais o menos uns 10 minutos.

Maaas, eu acabei de chegar, não vou me irritar com pouca coisa, né? Vamos lá, ligo pra meu primo e ele vem de moto pegar nós duas, e ta aí uma coisa interessante, eu adoro andar de moto embora faça isso quase nunca em minha vida.

Chegamos até a casa, aquela alegria toda, nunca mais tinha visto ninguém que ali se encontrava e talz...Todo mundo já se arrumando pra festa a noite e nós não poderíamos ficar de fora, vamos nessa.

Seguimos até a praça de eventos, um lugar apertado, com uma sonorização terrível, e que disponibilizava para os festeiros um único local onde se aglomeravam dezenas de banheiros químicos que poderiam muito bem ser distribuídos em toooooodo o espaço da festa. Maaaas, quem liga pra uma ínfima necessidade física, quando se pode fazer a mesma obrigação atrás de qualquer carro que esteja estacionado em uma das ruas da cidade? Eu penso assim, até por que a quantidade de vezes que me dirijo ao banheiro é exatamente proporcional as unidades de cervejas que ingiro. O que significa que necessito ir ao banheiro a cada latinha que bebo.

Bom, vamos nessa....noite que segue encontrando várias pessoinha da minha área e amigos afins...voltamos pra casa sem muitas novidades da noite que passou. Mas restava uma esperança, teoricamente o dia em Capela é mais divertido do que a noite, essa era a nossa esperança.

Acordamos, tomamos nosso gole de café pra rebater aquela ressaquinha que não quer calar, mas resolver, resolver mesmo, só mais uma cerveja. Né? Então sigamos rumo a praça mais badalada e movimentada da cidade, como se toda ela já não estivesse. Encontramos amigos que estavam no mesmo local, bebemos algumas cervejas e partimos para um outro ponto de onde se podia ver melhor as coisas e tomar uísque com Red bull. Aff, alegria em para ali, viu. Maaaaaaaaas, uns parentes meus resolvem aparecer e um primo que eu particularmente gosto aparece também nos fazendo um convite até interessante. Partimos da cidade para uma casa mais afastada de toda aquela movimentação. E lá ele me aparece com um cavalo, e eu que sou viciadinha nessas coisas, resolvo dar uma volta. Se instaura uma confusão pra subir no bicho, o que fez com que meu primo me agarrasse e me levasse pra cima do animal. Nessa hora eu fiquei confusa e pensei que algo teria caído do meu bolso, mas era São Pedro, eu já tinha bebido e realmente não ia me preocupar em procurar saber se todos os meus pertences estavam me acompanhando.

A minha amiga sem noção resolve andar comigo levando em uma das mãos um monte de apetrechos dispensáveis ao passeio, e finda por cair do cavalo, literalmente, por conta de sua insistência em segurar em mim com apenas uma mão.

Explicando melhor: meu primo esqueceu de me informar que aquele cavalo jamais, eu disse JAMAIS passaria por qualquer rua que tivesse fogueira ou pessoinhas soltando fogos. Tudo bem, eu sei que animais são assim, sensíveis, entendo. Mas, ora, ora, em pleno São Pedro quem vai soltar fogos nas ruas??????? Eu respondo: TODO MUNDO! ;)

Seguindo...minha amiga caiu do cavalo por estar segurando com apenas uma mão como eu já havia dito, o cavalo empacava a cada esquina e só saia quando eu dava umas batidinhas mais fortes onde se bate de costume em cavalos. Só lembrando que eu não sou de maltratar animais, mas o meu desespero era tamanho que me fez perder a cabeça; com minha amiga bêbada falando besteira atrás de mim, com o cavalo que insistia em não sair do lugar, com meu cel que insistia em cair no chão e com everytinhg naquela noite. Alem do mais, amigos de Aracaju estavam nos esperando e ligando o tempo todo pra assistirmos ao jogo do Brasil que teria acontecido as 15:30 da tarde. Nesse momento acredito que já estivéssemos as 21:00 horas!

Pois bem, somente quando eu disse uns três caralhos pra minha amiga e mandei-a ficar calada, conseguimos finalmente voltar até a casa de onde saímos, recebendo várias perguntas sobre onde estivemos esse tempo todo e talz..

Quando eu chego na casa e recolho meus pertences afim de me certificar de que está tudo comigo percebo que um dos meus celulares não se encontrava em minha posse, e muito menos com alguém que estava no local. Uma coisa deveras estranha, por que o celular que caíra várias vezes no caminho estava comigo e por que eu realmente não sou de perder nada. Pois é, a nova missão, procurar o celular. Me desloco com meu primo por todo o caminho onde fomos e nada do telefone, pensei até que na confusão pra subir no cavalo teria o feito cair na porta da casa onde estávamos e alguém de bom coração o teria guardado, mas isso não aconteceu, assim como acha-lo também não. Isso seria até irrelevante se não fosse o fato dele ser novo e eu não ter quitado sequer a mísera primeira prestação. E falo isso por que todas as outras serão muito mais dolorosas, uma vez que não terei mais o objeto.

Bom, a miseria acabou?? Que nada.

Paro pra tomar um cole de cerveja e respirar depois de toda essa confusão e vejo minha amiga chorando do lado, afirmando estar sentindo muita dor, mas se recusando em ir ao hospital. Ora ora, Capela tem hopital, em pleno São Pedro? Claro, o mais complicado é conseguir chegar lá, pois as ruas estão cheias com carros, pessoas, fogueiras, caixas de som, bacamartes, bêbados e bla bla bla.

Depois de muito insistir pra ela entrar no carro pra meu primo leva-la, eis que conseguimos arrasta-la até o hospital, e pasmem, existiam pessoas lá e até uma enfermeira que não sabia aplicar injeção, mas que até medicou my friend sem noção.

Ah, esqueci de um detalhe, eu fui andar a cavalo de bermuda e fiquei com um hematoma terrível na perna, que me rende dores até hoje. E no futuro minha perna que não possuia mancha alguma vai ficar com uma marca medonha por conta dessa loucura desenfreada. MEDO! =/

Saímos do lugar e eu já estava puta da vida mesmo, daí pensei, o que seria mais divertido, continuar naquela cidade que me trouxe tanto azar ou desenrolar uma topic que me levasse até a minha cidade querida, para rever meus amigos e curtir um show maravilhoso de Elba Ramalho?Então, nem tive dúvidas, pra onde fomos? Pro ponto das topic's 23:30 da noite loucas para chegar em Aracaju após uma viagem de mais ou menos 1:30 horas.

Topic até tinha, mas faltava vontade do motorista pra nos levar embora daquele inferno. Somente depois de mais ou menos uns 40 minutos, e muita reclamação de quem estava esperando pela saída do carro o motorista resolveu ir embora. Qual era o problema dele? Ele teria que esperar o veículo ficar lotado pra poder se movimentar. O que eu tenho a dizer sobre o moço: "é um palhaço filho da puta, de certeza"

Enfim....chegamos em Aracaju, corri pra casa, tomei banho e sai correndo novamente pro forró de todos os meus sonhos. Porque pra quem já havia perdido a noite do sábado e o domingo inteiro, aquela seria a única chance de salvar meu São Pedro.

E sobre a minha amiga, ela também foi, acabadinha, mas foi. Porque ela é brasileira e não desiste nunca.

Na fotinha vai um momento feliz entre os amigos que em Aracaju me esperavam. A amiga insana é a mais baixinha de todas ;).

Depois desses festejos Juninos o que eu mais quero é ouvir qualquer coisa que não me remeta a uma sanfona, fogos e bacamartes. Ai Bethânia, como eu amo você!!! =D

Ai, Jesus, medo desse final de semana!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Será a felicidade uma gota de orvalho?

Investir em mudanças para agradar quem te acompanha pode ser um comportamento admirável quando não é infeliz o resultado. Acredito que minha vida deu um salto significativo com as transformações que sofri por conseqüência do meu próprio empenho. Mas agora, nesse momento, quando me deparo com situações repetidas e não felizes chego ao questionamento de sempre, vale a pena mudar para construir um futuro, mesmo sabendo que o futuro é inconstante e traiçoeiro? Já sei como é isso, e continuo dizendo sim!!

Fui pega por uma novidade essa última semana que me fez refletir sobre mim mesma. Interroguei-me até o que restava dos meus pensamentos sobre a minha entrega em um determinado aspecto de minha vida. Cheguei a conclusão de que continuo sem saber de nada sobre como um ser humano deve se comportar diante das mudanças. O mais aconselhável é encará-las, embora sofrendo, temendo, seguir é a melhor opção.

E aí vem o velho dilema sobre felicidade. Eu sou ou estou feliz? Reflito novamente sobre os poemas dele, que está sempre completando meus momentos com versos magníficos, Vinicius de Moraes. E reproduzo-o a fim de extrair de suas palavras a explicação para as inconstâncias da vida: "A felicidade é como gota de orvalho uma pétala de flor. Brilha tranqüila, depois de leve oscila, e cai como uma lágrima de amor."

Eu sou assim, me entrego por completo sem medo de me arrepender, mas por duas ou sei lá quantas vezes me arrependi dessa entrega total, desenfreada, sem limites, sem pudor, por horas sem dor. Fui sempre em busca do melhor para doar ao que me fazia feliz no momento. Daí me dizem que fica pedante tanta entrega, cobrança, limites. Ponto final. Parto de onde comecei, na velha solidão do não ser mais como antes, ou ter com limites amigáveis. Sendo assim, querer ou não querer? Vai saber!

É uma situação cruel e por que não dizer desleal viver sempre escolhendo me jogar sem saber se é abismo. Digamos que eu esteja odiando a gravidade por ela não me permitir voar. Agora eu digo que valeu a pena mesmo que não tenha dado certo? Que foi válido até onde durou? Talvez sim! Triste? Não, não. Talvez a decepção seja a palavra certa. Com absolutamente ninguém, apenas comigo mesma!

Sem mais chorumelas, vamos beber por que investir no amor é inútil!(=p)Deixa pra lá, quem não já sofreu por uma demasiada troca desvantajosa de amores bem guardados? Ou quem nunca desejou pular da janela e não dar de cara com o chão? Desejo medíocre, eu sei!

Sigamos....



=*