segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Linha de passagem.

Uma presença qualquer coisa do tipo sem igual,
que me acolhe a espera das próximas horas,
que logo chegam e desfazem o meu melhor momento.

O vento que agora me sossega é o mesmo que outrora me inquietou,
e em outro momento somente me sossegou.
É o tempo, é o tempo que o traz.
Ele é a ponta de todos os entrelaces possíveis e cabíveis.

Aceito o inevitável mastigando o dissabor de cada segundo.
Como quem morre a cada minuto mais um pouco,
com as novas paisagens da vida.

Imagens desfeitas de suas plenitudes,
que tomam versões negativas aos olhos meus.
Composições inaceitáveis,
desconstruções de um ontem promissor.

Passado que se tornou presente por linhas distintas, restritas.
Presente que se faz vigorar refinando a essência.
Rebuscado e extinto é o que me toma;
prende minha respiração, elimina a razão.

Acelera os batimentos e angustia.
Depois se torna tranqüilo, suave e leve.
Encaixa-se perfeitamente e faz prosseguir.
Mas torna a se revirar, num ciclo indesejado e apavorante.

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