Uma fada da cor do vento parou certo dia em minha janela e soprou realidades de um futuro outrora incerto. Era, quem sabe, um sinal de alerta.
Movi objetos perigosos que pudessem facilitar um possível chamado da morte, comecei a escrever tudo que me vinha à mente, cancelei compromissos indesejados, trocando-os por horas fazendo algo que me desse prazer, ou até me dando ao desfrute do nada. Reconheci erros e perdoei-os também. Fiz boas ações, disse que amava sem esperar respostas, pulei de pára-quedas e comecei a criar ‘coragens’. Desfiz ideais, refiz poemas, despertei vontades e catei sabores. Aceitei o, até então, inaceitável, corrigi linhas tortas, ouvi canto de pássaros, deitei na grama, arrastei o sofá e dancei como alguém que se encanta pela primeira vez.
Falei coisas indesejáveis a quem me incomodava há tempos, sim, até por que a perfeição nem com o medo da morte me acompanha. Voltei a beber, a fumar, e a correr...e por que não fazer tudo de uma vez? Sempre pensei que somente os não fumantes tem fôlego pra passos longos e rápidos. A idéia não é mudar? Então façamos.
Com todas essas novas possibilidades percebi que só o medo da morte me fez mudar de hábitos e convenções. Notei que seria possível tentar antes que qualquer alguém me sopre possibilidades para um amanhã duvidoso.
Enfim acordei, pulei da cama e me senti aliviada por ser um sonho. Que somente agora se tornaria real, por que senti de perto o sabor das mudanças. Agora, sem dúvidas, eu pulo de pára-quedas sem temer altura.
Ora, eu já estive lá.
Escreve muito essa minha amiga! Orgulho:)
ResponderExcluirBondade sua, Lannoca. bjs
ResponderExcluir